Figurinista da trama fala sobre o acessório que promete fazer a cabeça dos telespectadores.
Símbolos de elegância e requinte, os chapéus ocuparam um importante
espaço no universo da moda do século XIX. Decorados com fitas, penas, ou
flores, em Além do Tempo,
os acessórios desenvolvidos pela equipe de figurino da novela, em
parceria com o chapeleiro Denis Linhares, chamam atenção nas mais
diversas versões e prometem fazer a cabeça dos telespectadores!
Em entrevista, a
figurinista Natalia Duran revela grande paixão pelo adorno: “Fui
assistente da Kalma Murtinho, uma figurinista que era excelente
chapeleira, e fiz um curso de chapelaria com ela. Também fiz cursos fora
do país. Eu gosto de chapéu, é uma coisa que me agrada e que sei lidar
bem”.
O resultado de tamanha afinidade? Peças impecáveis e para lá de luxuosas, que complementam os visuais de Melissa (Paolla Oliveira), Dorotéia (Julia Lemmertz), Condessa Vitória (Irene Ravache), entre outras personagens.
Natalia, que tirou referências de livros para a criação dos itens,
explica a importância dos chapéus para a época: “Temos um chapéu para
cada ocasião. Ele era uma marca de status social, revelada tanto no
tecido, quanto na quantidade de enfeites”.
Além disso, os acessórios representam um papel fundamental na
dramaturgia da trama. “O figurino tenta, também, com alguns elementos,
contar uma história. Por exemplo, quando a Condessa está de bom humor, a
aba do chapéu é mais curta, e quando ela é má, o colocamos virado, ou
com a pena apontando. Nós damos a intenção da cena de acordo com o
tamanho e o posicionamento do chapéu”, explica a figurinista.
Ao ser questionada se há modelos feitos para a novela que poderiam ser
utilizados hoje em dia, Natalia brinca: “Tem, em Londres! O brasileiro
não tem o costume de sair na rua de chapéu”.
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